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ISSN :2764-5304

Desafios da Aviação Naval na Amazônia

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Fonte: Marinha do Brasil

As particularidades da região amazônica impõem uma série de desafios aos militares das Forças Armadas. A vastidão da área, por exemplo, torna o uso de aeronaves fundamental para a eficácia das operações conduzidas. Os aviadores navais, que operam na Amazônia Ocidental após se habituarem a sobrevoar o oceano, precisam agora adquirir um conhecimento profundo e adaptar suas habilidades para as nuances específicas do voo na região amazônica.

Subordinado ao Comando do 9º Distrito Naval, encontra-se o 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste (HU-91), com sede em Manaus (AM). À frente do esquadrão está o Capitão de Fragata, Aviador Naval Fábio Ricardo Fonseca dos Santos, com 28 anos de serviço na Marinha do Brasil (MB), incluindo um período de um ano e meio no Amazonas. Ele compartilha algumas vantagens do voo sobre a região: “Ao sobrevoarmos o oceano, por exemplo, nos falta uma orientação visual clara; no entanto, sobre a floresta, os rios fornecem pontos de referência cruciais para a navegação, além de servirem como pontos de apoio caso uma aterrissagem emergencial seja necessária em uma margem adequada”, explica.

No entanto, o Aviador Naval aponta que, em relação à meteorologia, a atmosfera do oceano, por ser salgada, proporciona uma previsibilidade maior das condições climáticas. “No oceano, conseguimos perceber de forma mais clara as variações meteorológicas; já na Floresta Amazônica, as mudanças ocorrem rapidamente, devido ao calor e umidade abundantes. Isso resulta, por vezes, na formação rápida de nevoeiros, como os ‘Aru’, que se formam pela manhã perto das copas das árvores, principalmente após chuvas do dia anterior”, compara o Comandante Fonseca.

Desafios de operar sobre os rios da Amazônia também estão presentes. Além da meteorologia, aspectos críticos das operações aéreas incluem a disponibilidade de locais para pouso e o suporte logístico. O Comandante Fonseca destaca que, devido à vastidão da mata e à baixa densidade populacional, alcançar todas as áreas da Amazônia é um desafio. “Pontos de apoio para reabastecimento são essenciais. Embora a aeronave Esquilo seja de pequeno porte e tenha boa autonomia, essa autonomia não é suficiente para cobrir certas distâncias, como voar de Manaus até Tabatinga. Nesses casos, é necessário fazer escalas para reabastecer no meio do caminho”, esclarece.

Outro desafio de voar na Amazônia é lidar com a fauna. A questão de colisões com aves é uma preocupação constante. Enquanto áreas urbanas têm maior presença de urubus, a selva amazônica abriga uma variedade mais ampla de animais, que possuem diferentes tamanhos e padrões de voo, exigindo atenção redobrada dos pilotos. Um impacto com uma ave pode causar danos significativos à aeronave e aos ocupantes.

Operar a partir de navios oferece versatilidade para diversos tipos de operações na Amazônia, onde os rios são vias cruciais de acesso e integração do território. “Essas atividades podem incluir resgates, apoio de fogo com atiradores embarcados, assistência a patrulhas navais com busca e abordagem, evacuação médica em áreas ribeirinhas de difícil acesso e qualquer outra necessidade”, exemplifica o Aviador Naval.

Garantir voos seguros, seja sobre os rios da Amazônia ou em outros lugares, demanda um planejamento sólido, conforme salienta o Comandante Fonseca. “Costumamos dizer que o voo começa durante seu planejamento. Começamos a voar desde o momento em que analisamos a meteorologia e planejamos a navegação durante o briefing prévio à missão, onde todas as informações necessárias são reunidas”, enfatiza. Ele acredita que “o segredo de um voo seguro está em um bom planejamento, treinamento e compreensão das características dos rios e da meteorologia. Além dos pilotos, o apoio crucial dos mecânicos de voo também é fundamental. A equipe deve estar bem preparada antes do voo, sintonizada e informada para garantir um pouso seguro.”

O fiel de aeronave do Esquadrão HU-91, Segundo-Sargento Ailson Nóbrega de Oliveira, com 17 anos na Marinha, incluindo seis anos na Amazônia, detalha as especificidades de voar sobre a região. “Aqui, uma chuva pode ocorrer a qualquer momento. Por essa razão, frequentemente fazemos pousos preventivos. Além disso, usamos o abastecimento por tambor, já que muitos lugares não têm pontos de abastecimento. Precisamos pré-posicionar tambores de combustível ao longo do trajeto. Portanto, um fiel de aeronave deve ser versátil e rápido na configuração da aeronave. No entanto, nossa atuação é gratificante. Eu não trocaria essa experiência por nenhuma outra”, ressalta.

Aqui destacamos o excelente trabalho da Aviação Naval na Amazônia.

Oportunidades:

Integração e Patrulhamento: A Aviação Naval desempenha um papel crucial no patrulhamento dos rios da Amazônia, contribuindo para a segurança da região e inibindo atividades ilícitas, como tráfico de drogas e contrabando.

Resgate e Assistência Médica: A capacidade de pousar em áreas remotas permite a realização de missões de resgate e evacuação médica, proporcionando ajuda em situações críticas.

Apoio a Comunidades Isoladas: A capacidade de pousar em locais confinados possibilita o transporte de suprimentos, pessoal médico e agentes públicos para comunidades remotas, promovendo apoio e serviços essenciais.

Cooperação Multinacional: A Aviação Naval na Amazônia oferece oportunidades para a colaboração entre diferentes forças armadas e agências de segurança de países vizinhos, fortalecendo a cooperação regional.

Domínio Técnico: Lidar com os desafios únicos da região amazônica impulsiona o desenvolvimento de habilidades técnicas e conhecimento especializado entre os aviadores navais, fortalecendo a expertise da Marinha.

Bons voos!

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