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ISSN :2764-5304

Pressa, a inimiga da execução!

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Na aviação temos uma ameaça que muita vezes nós mesmos a colocamos em nosso meio: a pressa.

A pressa é inimiga da perfeição! Diria o meu velho avô tomando calmamente o seu café a tarde, mas será que ela é tão inimiga mesmo?

Proponho analisarmos a pressa como uma ameaça que é totalmente “controlável”.

Atualmente, muito é exigido do profissional da aviação: eficiência, agilidade, etc.

Tudo isso é realmente necessário para a indústria da aviação atual, afinal, o tempo exige essa evolução de cada indivíduo e do meio como um todo.

Certa vez algo aconteceu comigo, que demonstra a maneira individual de gerenciar a correria do dia a dia.

O meu instrutor, em seu primeiro dia de voo da minha instrução no equipamento, disse calmamente:

— Olha, faz tudo sem atropelar nada, estamos aqui para ter um voo seguro e garantir que todos cheguem ao seu destino são e salvos.

Alguns segundos depois, ele disse:

— Terminou?

Foto Luiz Carlos Jr

Cada profissional aloca a pressão da maneira que ele sabe como deve estar no momento, mas existe um problema nisso.

Eu diria que a experiência de cada tripulante nesse momento pode ser uma peça fundamental para o resultado ser o esperado.

Outra coisa pode definir isso de maneira concreta: as bases criadas de maneira correta em seu percurso como profissional.

Alguns, deixam a pressão dominar as suas ações, esses aviadores sempre vão estar com sua pressão arterial acima de 18/8, decolam a primeira etapa pensando na quarta etapa do dia se o tempo no destino estará bom.

No geral isso é uma semente mal plantando há anos atrás quando esse aviador começou a voar, repaginar isso quando identificado é obrigação de todos.

Tony Kern em várias de suas obras define que as bases operacionais emanam um grande efeito no decorrer da carreira de cada aviador: proficiência, disciplina e habilidades.

Essas três bases – quando bem construídas – garantem o excelente gerenciamento da pressão a bordo.

Ultimamente, uma quantidade enorme de arremetidas tem sido classificadas como anormais em várias empresas, a pressão e a capacidade de gerenciar ela através do conhecimento adquirido na jornada por cada aviador, pode fazer grande diferença para que o “bom resultado” seja atingido.

A arremetida de uma aeronave como o Airbus A320, em suma, é de fácil execução, porém, cada passo deve ser respeitado na íntegra – com a agilidade necessária.

Uma sequência simples – de 5 ou 6 passos – onde o penúltimo ou o último passo pode ser interrompido por falta desse gerenciamento.

E qual o mais esquecido? Recolher o trem de pouso.

Mas como você vai acabar esquecendo isso?

Todos os aviadores são seres humanos, são passíveis ao erro e isso demonstra que a nossa constante vigilância é obrigatória, principalmente nas manobras consideradas “mais simples”.

Lembre-se: o pouso é uma arremetida mal sucedida, precedido por uma boa aproximação.

A cada momento e etapa do seu voo, procure configurar em sua mentalidade o que pode ser feito caso algo aconteça de errado, sem paranoia ok?

Manter habilidades não técnicas em ênfase durante o briefing de decolagem ou aproximação, podem auxiliar e evitar um evento indesejável, vale lembrar que devemos sempre rever quais dessas habilidades precisamos utilizar e calibrar as mesma para cada situação: consciência situacional, tomada de decisão, gerenciamento de carga de trabalho, etc.

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Daniel Mantovani

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